domingo, 30 de outubro de 2011


  O relógio do boteco da esquina soava 23:30, eu estava perdida e sozinha -novamente- numa daquelas noites frias de uma sexta-feira, dei uma última tragada no meu cigarro quase termino e amassei-o com meu salto agulha 15. Ele havia partido e tive que aceitar, já não havia mais motivos para continuar ali. Ir para casa repetiria mais uma daquelas típicas cenas de insônia e vodka na cozinha ao som de Guns N' Roses, sem escolhas, segui meus amigos que aterrorizavam as ruas de Londres, como um bando de vagabundos que como eu, não voltariam para casa.
  -Triste de novo? -perguntou alguém que eu já vira várias vezes no colégio, porém não me recordava do nome.
  -Não. -menti, sinicamente, e dei um sorriso pouco enganador.
Cansada demais para continuar, parei, deitei em um dos bancos da praça e observei as estrelas que iam se apagando a medida que as horas passavam. Acendi outro cigarro e fiquei ali paralizada por um tempo não cronometrado. Uma nostalgia de algo que nunca aconteceu tomou conta das minhas memórias e dormi ali mesmo. Mas, aquela insônia voltou, e a cena típica se repetiu.

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