Ponho minhas mãos ossudas à ligar a cafeteira. Arrasto a cadeira do conjunto de mesa envelhecido e sento-me perto da janela, era em torno das 5:34 da manhã, não havia nada além do som do café sendo feito e do silêncio. Aqueles mesmos afazeres, os mesmos sons e o mesmo cenário. Vejo minha vida passar como num filme antigo, daqueles que nunca fizeram sucessos, de desinteresse público. Sirvo-me do pouco café que fiz, e lendo as folhas do jornal em cima da mesa de madeira, ligo o rádio velho para servir de trilha sonora.
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